Não sei o que está a acontecer, não me perguntes o que se anda a passar com isto mas a grande verdade é que parece que realmente tudo o que começa acaba. Não queria, era óbvio que não queria acabar com tudo o que juntas construí-mos. Nunca te cheguei a contar mas sempre sonhei em viver contigo, nós duas, um apartamento, muita roupa espalhada, muita maquilhagem e muito álcool; sempre sonhei nós duas a viajar-mos sozinhas para bem longe, talvez NY ou Las Vegas mesmo que Paris sempre tenha sido um sonho que queria também partilhar contigo. Não preciso que me digas o teu "estado" para saber se estás bem ou mal, pois em poucas palavras sinto a tua dor, e quando me pedes ajuda meto a minha mágoa dentro do bolso e corro para ti, para ver esse sorriso idiota no teu rosto. Amo os teus pequenos olhos cor de avelã, e o teu cheiro fascinante, amo o teu estilo normal e a tua divertida forma de andar. Amo adormecer e sentir-me bem perto de ti, mas amo ainda mais acordar e ver que estás ao meu lado; amo um bom gelado de banana e morango numa tarde de verão contigo e consigo amar mais comer crepes contigo numa noite estrelada. Todas as noites me questiono de como é possível ficares uma pessoa diferente da noite para o dia. Lamento, lamento dizer-te coisas horriveis nos piores momentos mas tu sabes bem que as palavras agradáveis não sao as verdadeiras. Cheguei a uma altura que em relação a nós não preciso de palavras belas a encherem-me o coração de amor, preciso de atitudes e actos que provem todas as palavras ditas, preciso que me estendas a mão e me digas "sei o quanto estas mal, não me digas nada" e de seguida me abraces com a tua força toda - e eu sei que tens imensa - preciso que notes como eu estou mal e que nao seja preciso eu te dizer, pois como tu precisas de mim eu as vezes também preciso de ti. 

 - Os verdadeiros são assim, “até que a morte nos separe”. , tu és assim

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